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Entendendo o circuito de freio cruzado

08/04/2020
Entendendo o circuito de freio cruzado

Desde que o sistema de freios passou a utilizar um fluido para distribuir a pressão de frenagem de forma igual entre as rodas que passamos a ter um circuito bem definido, formado por tubulações e um reservatório principal, onde o fluido é armazenado. A questão reside justamente na forma de entregar esse fluido da maneira mais eficiente e segura possível.

 

Considerando que o reservatório se localiza na dianteira do veículo, no vão do motor, normalmente no lado do motorista, acoplado ao cilindro mestre, a questão é como distribuir corretamente e de forma segura o fluido entre as rodas. Uma forma seria enviar o fluido de forma paralela, distribuído para as rodas do mesmo lado, com tubulação em formato “H”, muito utilizado em cilindros mestres simples e no início dos cilindros mestres duplos. O que pareceu uma solução simples, se tornou um problema grave. Caso um dos lados do circuito apresente vazamento, a pressão seria exercida em apenas um único lado do veículo, causando uma tendência de rotação do carro em uma frenagem, algo que não é interessante em se tratando de controle do automóvel.

 

Imagine agora a distribuição em “X” onde, partindo do reservatório o fluido é distribuído na diagonal, ligando a roda dianteira direita a traseira esquerda, e a dianteira esquerda a traseira direita. Isso traz uma grande vantagem, que em caso de vazamento de uma tubulação do circuito, a pressão é distribuída de forma cruzada, ajudando a equilibrar o veículo.

 

Matematicamente, isso faz ainda mais sentido. Se considerarmos que durante uma frenagem cerca de 70% do esforço se concentra na dianteira, sendo 35% em cada roda, restam os demais 30% para as rodas traseiras, onde cada roda de trás é responsável por 15% da força de frenagem. Imaginando a condição de vazamento em um circuito, nessa distribuição em “X”, teremos a força de frenagem distribuída de forma cruzada, que ajuda a equilibrar o automóvel, só que garantindo 50% do esforço (35% de uma roda dianteira e os 15% de uma roda traseira ), o que podemos dizer ser a melhor condição dentro dessa situação crítica.

 

A partir dessa reflexão que as Montadoras adotaram o circuito de freio cruzado com maior frequência a partir dos anos de 1970, e desde então esse formato foi popularizado nos anos seguintes, tornando-se um padrão até os dias atuais. A diferença nos carros mais modernos reside no fato da distribuição hoje parte do módulo hidráulico do ABS, mas mantendo a distribuição cruzada em” X”. Essa configuração define também a correta sequência para sangria do sistema (extração do ar) que é seguida pelo técnico durante a troca do fluido por um novo.

 

Em resumo, o circuito de freio cruzado traz muito mais segurança e eficiência, para o condutor e passageiros! Até o próximo HIPPERDICAS!

 

MAIS HIPPERDICAS:

 

- O circuito cruzado é utilizado em todos os carros modernos atuais;

- O ABS ajuda na distribuição da frenagem cruzada, modulando a pressão nas rodas de forma independente.

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